
Rede Globo mostra o caos que toma conta das delegacias do Maranhão
O Maranhão ganhou destaque nacional neste fim de semana, no programa de telvisão Fantástico (Rede Globo). O motivo, porém, não traz orgulho ao Estado. Foi constatado nos municípios de Santa Inês e Bacabal, situações irregulares vividas pelos presos e pela população local.Em Santa Inês, município com 78 mil habitantes, um aviso pode ser visto logo na chegada à delegacia: Bem vindo ao inferno. Homens e mulheres ficam detidos no mesmo prédio. As mulheres tem de ficar em uma sala sem banheiro, que é usada como cela. Para fazer as necessidades fisiológicas elas usam apenas um balde.
Já em Bacabal, onde há 100 mil habitantes, a situação é ainda mais desumana. Os presos ficam detidos em uma “jaula” sem água e sem banheiro. Além disso, o local não possui teto. A “jaula” é na verdade uma sala de visitas que serve, na prática, para manter presos. Quando chove, eles são obrigados a ficar na chuva mesmo. A delegacia de Bacabal ainda tem outros 30 presos.
Com a falta de higiene, os funcionários revelam que criam uma jibóia para que ela como os ratos. O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jessen, admite o descaso do sistema: “Não existe o atendimento, não existe a investigação. Às vezes, a policia consegue prender em situações ocasionais”.
Com a falta de higiene, os funcionários revelam que criam uma jibóia para que ela como os ratos. O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jessen, admite o descaso do sistema: “Não existe o atendimento, não existe a investigação. Às vezes, a policia consegue prender em situações ocasionais”.
Desde dezembro de 2009, Elson Silva, de nove anos, está desaparecido. A família, que mora em um local isolado no oeste do EStado, conta que um suspeito chegou a ser preso, mas por falta de provas, foi solto e o caso foi arquiva sem solução. A polícia alega que não pode fazer nada por falta de recursos. “A nossa viatura não tinha condições de deslocamento, porque a gente tem uma viatura aqui que só transita dentro da cidade porque ela não tem condições de viagem”, diz um delegado da cidade.
Segundo o Ministério da Justiça, há em todo o Brasil aproximadamente 57 mil detentos em delegacias. O Conselho Nacional de Justiça afirma que distrito policial não é lugar de preso, e não só por causa da precariedade e do risco de fugas. “Na hora que tira o agente policial para guardar ou dar a guarda para pessoas que estão recolhidas, você inibe ou prejudica essa atividade investigatória”, conta Walter Nunes, do Conselho Nacional de Justiça
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